Como falar da incrível existência de um personagem tão
volátil, que nos deixou em um final alternativo e difícil digestão? Essa é a realidade
de quem se propõe a falar um pouco mais sobre Dexter Morgan, o psicopata que
gerou muitos olhares, críticas e verdadeiros amantes de uma série e alguns
livros que marcou uma geração.
A série de Dexter trouxe várias reflexões, sobre como lidar
com um psicopata pode ter sentimentos tão profundos, que o fazem querer parar
um hábito que lhe causa tanto prazer. Matar para o serial killer Dexter, não é
o mesmo para você, nem para maioria das pessoas, mas quando o mesmo encontra
alguém com uma filosofia parecida, é uma paixão avassaladora.
Ele busca dentro de todas as temporadas exprimir seus
sentimentos dentro de uma vida comum, sendo um bom policial forense, com
hábitos e curiosidades que chamam a atenção. Uma simples mancha de sangue, se
torna em um verdadeiro dossiê, que lhe mostra exatamente como o crime foi
feito.
Seria simples dar o nome de personagens que são marcantes na
passagem de Dexter, mas isso causaria certo descontentamento para quem ainda
está descobrindo esse universo psicopático pouco ortodoxo. E vangloria-lo por
estar ações, pode parecer pretensioso, mas os teus assassinatos causa alívio e
sensação de dever comprido. Não para Dexter, mas para o leitor/espectador.
Se ainda tem dúvidas sobre o final de Dexter, baste se
permitir entrar na pele do serial killer mais amado da américa, e compreender
as raízes de cada ação. Dexter demonstra muitas confusões através de seus
diálogos internos, seja nos incríveis livros ou até mesmo nas temporadas
emocionantes da série.
Dexter não se sente como um humano comum, ou melhor, ele
bate o martelo para definir a si mesmo como algo nada humano. Isso vai se
contradizendo com o desenrolar da história, e causa muitos impactos em que o
acompanha, seja sua pequena e expressiva família, baseada em irmã, esposa e
filho, mas também em seus fãs, que comemoram cada evolução dele como ser.
Para aqueles que já tiveram o privilégio de se deparar com o
seu final estonteante, ainda há muita conversa, afinal, ouço comentários a todo
momento de que ele merecia mais, e que ficou em débito com teus seguidores. Mas
a realidade, é que falta um pouco mais de imaginação e compreensão para essa
galera, que encontra o ponto final no último segundo da série, ou melhor, em
sua última página.
Não tem como desejar ou pedir nada, afinal, gosto é gosto,
mas uma sugestão de quem apreciou cada geste de um psicopata romântico, é de
que o seu final pode ter várias continuações que sua mente desejar, e talvez,
esse tenha sido o ato mais simbólico dado pelo escritor, Jeff Lindsay, que
trouxe uma das maiores novidades literárias do século XXI.
Os livros trazem alguns desfechos e acontecimentos
diferentes para Dexter Morgan e toda a grande quantidade de personagens significantes
desse espetáculo, porém, os acontecimentos da série deixam claro que independente
das finalizações do ato, tanto o escritor como o diretor foram fiéis aos
sentimentos do personagem, e não deixaram que aquela obra fosse algo comercial.



